Janela Indiscreta

Eu sempre acho que não há muito o que falar dos grandes clássicos, melhor dizendo, não há muito a acrescentar já que facilmente podemos encontrar muito material, exaustivamente discutido, por aí. Mas clássico é clássico, eu queria pelo menos dizer: “eu assisti”!
A história toda se passa em um único cenário a partir do ponto de vista do apartamento de Jeff (James Stewart), um fotógrafo que, imobilizado em uma cadeira de rodas por conta de uma perna quebrada, passa os dias observando a vida de seus vizinhos através das janelas de seus apartamentos (na realidade um grande set de mais de 30 janelas construído dentro dos estúdios da Paramount). Nessas observações Jeff começa a desconfiar de um dos vizinhos, acreditando que ele tenha assassinado a própria esposa, fica cada vez mais obcecado por esta idéia, influenciando inclusive sua namorada (Grace Kelly, deslumbrante como sempre), sua massagista e um amigo policial, que se juntam a ele para tentar provar o possível crime.
Indiscutível a capacidade que Hitchcock tem de nos envolver completamente em uma trama aparentemente simplista, dentro de um cenário mais simplista ainda, transformando os telespectadores em voyers junto com o personagem principal. O filme é sempre narrado do ponto de vista do fotógrafo e o suspense é apresentado de maneira crescente e começa de maneira tão sutil que chega a entediar um pouco no início, mas quando você se dá conta já está totalmente tomado pelo clima de expectativa do roteiro muito bem estruturado.
Como eu já disse no início, nem vou ficar divagando demais, isso seria chover no molhado, já que não pretendo acrescentar nenhum comentário inovador aqui. Uma rápida busca pela iNet vai trazer muito material - técnico, artístico, descritivo - a respeito do filme. Para quem se interessa pelo assunto, vale a pena.
Janela Indiscreta
Rear Window (1954)
- Direção: Alfred Hitchcock
- Origem: EUA
- Gênero: Suspense
- Elenco Principal: James Stewart, Grace Kelly, Wendell Corey






