101 coisas em 1001 dias: uma avaliação

Durante toda a minha vida romantizei a idéia “me jogar ao vento e deixar que ele me levasse”. Talvez o desejo infantil de voar, talvez a busca incessante pela leveza dos dias. Mas venho descobrindo que gosto da sensação de estar tomando as rédeas da minha vida nas mãos, de ter em mente um destino, de lutar para chegar lá e, principalmente, da delícia que é ver que eu posso atingi-lo com meu esforço. Não é simplesmente deixar acontecer, é fazer acontecer.

Sou uma garota de muitas vontades, mas que costuma pensar demais e agir de menos. Idéias, idéias e idéias, que nunca saíam do papel por falta de iniciativa, de ação, do que costumava chamar - hoje vejo que erroneamente - de falta de tempo. Meus principais problemas são a desorganização e a falta de foco, mania de deixar para depois e dificuldade para estabelecer prioridades. Quando decidi entrar para o projeto e fazer minha lista, meu primeiro pensamento foi apenas me organizar um pouco. Listinhas, especialmente as do tipo “to-do“, sempre fizeram parte do meu dia-a-dia, mas a longo prazo era trapalhada na certa! Depois que me formei eu comecei a me sentir muito perdida, estudei para ter o meu diploma, cheguei aqui e agora? Eu queria fazer algo que me ajudasse a definir o que eu quero para minha vida e suprimir a sensação de estar vagando ao léu.

Fantástico exercício de auto-conhecimento, a experiência tem sido muito mais do que eu esperava. Procuro manter a lista sempre atualizada, faço anotações sobre o andamento dos itens, paro para analisar o que preciso para colocar cada um deles em ação, reflito sobre o peso que cada uma dessas metas tem no decorrer do processo, planejo, agendo. Este acompanhamento constante tem me dado parâmetros para buscar minha realização: fazendo as coisas de maneira estruturada eu sinto que posso ver onde estou pisando e medir a força necessária para seguir em frente.

Estou levando o projeto muito a sério, com a consciência de que a lista é uma ferramenta e não o fim: o que eu busco não é riscar todos os itens, mas os benefícios que a realização desses itens vão trazer para meu crescimento pessoal. Minha lista reflete pequenos detalhes da pessoa que eu quero ser, mesmo os itens mais bobos como “arrumar a cama todos os dias” - que nesse caso apenas mostra que eu quero ser mais organizada - têm uma importância particular e ao mesmo tempo fazem parte de um conjunto maior.

Outro ponto em que estou trabalhando no momento (e, imagino, deverei estar trabalhando sempre): a reavaliação de alguns itens. No decorrer dos dias a gente percebe que alguns deles vão se distanciando do foco da lista como um todo, seja por fatos externos, por mudanças na nossa maneira de ver as coisas durante o processo ou algumas vezes, até, por influência do andamento e/ou conclusão de outros itens. Quero refletir com cuidado sobre estes objetivos para não cair na fraqueza de simplesmente eliminar o que 'parece difícil' ao invés de lutar, quero fazer alterações coerentes e sinceras.

E o processo, em constante avaliação, continua…

Há alguns dias li um artigo da Patrícia que achei muito interessante, me fez parar para analisar um pouquinho mais a fundo tudo isso e escrever este post. Vale a pena dar uma espiada se você tem algum tipo de interesse neste projeto, seja participando, com a intenção de participar ou apenas acompanhando.

Comentários (2):

Deixe seu comentário: